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Visto de cima: plantas das cidades

por Mäyjo, em 11.04.15

Amesterdão, Holanda.jpg

Grachten

Amesterdão, Holanda

52°22′N 4°54′E

 

The canal system of Amsterdam - known as Grachten - is the result of considered urban planning. In the early 17th century, when immigration was at a peak, a comprehensive plan for the city’s expansion was developed with four concentric half-circles of canals emerging at the main waterfront. In the centuries since, the canals have been used for defense, water management, and transport. They remain a hallmark of the city to this day.

 

O sistema de canais de Amesterdão - conhecido como Grachten - é o resultado de um planeamento urbano consideravel. No início do século XVII, quando a imigração estava no auge, foi desenvolvido um plano global para a expansão da cidade, com quatro meias círculos concêntricos de canais emergentes na margem do rio principal. Desde então, os canais têm sido utilizados para defesa, gestão da água e transporte.

Ainda hoje continuam a ser uma imagem de marca da cidade.

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publicado às 22:17

KALASH – UMA CULTURA EM VIAS DE EXTINÇÃO

por Mäyjo, em 11.04.15

Os longínquos Kalash

 

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publicado às 18:02

AS 10 CIDADES MAIS BONITAS DO MUNDO – LISBOA É A QUARTA

por Mäyjo, em 11.04.15

Lisboa foi considerada a quarta cidade mais bonita do mundo para a U City Guides, num ranking liderado por Veneza, na Itália, e do qual fazem parte ainda Rio de Janeiro (5º lugar), Paris (França) e Praga (República Checa), no segundo e terceiro lugares, respectivamente.

A capital portuguesa é descrita como “uma das cidades com um melhor cenário do mundo”. “Vistas lindas e inesperadas são descobertas a cada esquina, com as suas ruas pitorescas e coloridas e, especialmente, com os seus miradouros no topo de cada colina”, explica o guia.

O U City Guides diz ainda que Lisboa está em estado bruto, mas é sedutora: “tem uma beleza que não precisa de grande esforço para nos cativar, com as suas fachadas de azulejos e edifícios em tons de pastel”, continua o guia. “Num sítio tão deslumbrante, não admira que muitos dos grandes exploradores questionaram que outras belezas existiriam para lá do horizonte, quando partiram, daqui no século XV”.

Entre as mais belas cidades do mundo encontram-se ainda Amesterdão (6º lugar), Florença (7º), Roma (8º), Budapeste (9º) e Bruges (10º). 

As cidades mais bonitas do mundo

 

 

Foto:  Fr Antunes / Creative Commons

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publicado às 17:12

IMPRESSÃO 3D: EMPRESA CHINESA CONSTRÓI 10 CASAS ECOLÓGICAS POR DIA

por Mäyjo, em 11.04.15

Uma casa ecológica em 3D 

Parece uma casa pré-fabricada mas, na verdade, ela resulta da tecnologia de impressão 3D reforçada com fibra de cimento. São fabricadas na China mas, por incrível que pareça, são amigas do ambiente.

A empresa responsável pela sua construção é a Winsun, uma firma que opera em Suzhou e que conseguiu, num só dia, fabricar 10 habitações. Com um custo de produção de cerca €3.470, elas são montadas em poucas horas e amigas do ambiente.

A impressora 3D cria uma estrutura interligada aberta, que provavelmente será leve e resistente – pouco ainda se sabe sobre estas casas. Posteriormente, as camadas da estrutura são interligadas e formam a estrutura final, que possui isolamento, indica o Treehugger. Os moldes são feitos no software AutoCAD e enviados posteriormente para a impressora.

No processo de impressão são utilizados materiais de construção que são reciclados e incorporados na impressora para perfazer as habitações, com cerca de 200 metros quadrados. As casas vão ser utilizadas num complexo industrial da China.

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publicado às 16:54

PRAIAS DE AVEIRO SÃO DAS MAIS VULNERÁVEIS DA EUROPA

por Mäyjo, em 11.04.15

Praias de Aveiro são das mais vulneráveis da Europa

A ligação de Portugal ao mar é muito anterior à época em que os navegadores lusitanos ajudaram a desbravar os oceanos. Esta ligação é relembrada, quase todos os anos, quando o mar galga os areais e destrói o que se atravessa no caminho. Mas será o mar o culpado destes prejuízos que por vezes acabam em tragédia?

Os estragos provocados no último Inverno são o exemplo claro da força do mar mas também da má gestão e de décadas de mau ordenamento do território na orla costeira. A segunda metade do século XX assistiu a construções desmesuradas de habitações em zonas costeiras de risco, construções que foram autorizadas pelas entidades competentes.

Nos últimos 50 anos, a urbanização dos terrenos na costa aumentou 300%, e população a residir junto ao mar cresceu quase para o dobro. Porém, uma em cada dez habitações está actualmente desocupada, o que indicia que há casas a mais nestas zonas.

Estes dados integram o projecto Change, estudo que analisou as dimensões sociais da crise costeira no país a partir da ocupação desordenada do território e da longa história erosiva da costa nacional.

O projecto, que envolveu investigadores do Instituto de Ciências Sociais e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, coordenado por Luísa Schmidt, permitiu fazer um levantamento das diversas políticas públicas dos últimos anos para o litoral e caracterizar a amplitude social da crise costeira, traçando ainda possíveis cenários sobre os impactos da subida do nível médio do mar em Portugal.

O estudo centrou-se em três zonas chave de grande risco de erosão e de ocupação desordenada: Barra-Vagueira (Aveiro), Costa da Caparica-Fonte da Telha (Almada) e Quarteira-Vale do Lobo (Loulé). Destas três zonas costeiras, são as praias de Aveiro que estão expostas ao maior risco. Com a ria de um lado e o mar do outro, a zona entre a Praia da Barra e a Praia de Mira (mais a sul da Vagueira) é das “mais vulneráveis [a inundações pelo mar] a nível europeu”, como salientou Luísa Schmidt durante a apresentação do estudo. A zona a norte da Praia da Barra também corre grande risco, mas menor que a sul, já que as Dunas da Reserva Natural de São Jacinto ajudam a evitar os efeitos da erosão.

Retratos problemáticos da Vagueira, Caparica e Quarteira

Até aos anos 1980, a Praia da Vagueira – e região costeira adjacente – era uma praia de pescadores, envolta por terrenos agrícolas bastante férteis e, até há bem pouco tempo, podia ver-se os pescadores praticarem a pesca de arrastão com ajuda de bois. Contudo, a partir desta data, esta praia, assim como a da Costa Nova e da Barra, começaram a ser cada vez mais procuradas para a prática balnear. Esta procura impulsionou a ocupação desordenada durante os anos 1990.

Entre 1950 a 2011, por exemplo, a população residente entre a Barra e Vagueira aumentou 169%. Actualmente, 42% das habitações deste local são casas de ocupação sazonal e 58% são habitações permanentes. Aliado à ocupação da costa, onde os alojamentos cresceram mais rápido que a população, a linha costeira sofreu um grande recuo desde 1947, cerca de 500 metros. Este recuo tem impactos directos em todo o ecossistema da ria, contribuindo para a sua destabilização.

Num inquérito feito à população da Barra-Vagueira, os investigadores do Change concluíram que 70% dos inquiridos considera que a erosão da costa é um problema grave e 83% acha que as alterações climáticas têm um impacto nesta erosão. Porém, apesar de reconhecer o risco que corre, 94% desta população nunca participou em discussões públicas sobre a temática.

Na Costa da Caparica a situação é semelhante: 86% da população considera a erosão um risco grave mas 96% nunca se envolveu em sessões de discussão. Tal como a Barra-Vagueira, a zona da Caparica é afectada pelo problema da erosão e da ocupação desordenada, sendo a zona da Cova do Vapor a mais afectada pela acção erosiva do mar.  Em 2011, viviam cerca de 6.062 famílias nesta zona da margem sul de Lisboa.

Porém, a maior pressão da população na Caparica começou a sentir-se na segunda metade do século XX, antes da ocupação da Vagueira. Mas mesmo há 50 anos, quando a ocupação da população ainda não se sentia com tanta pressão a erosão nesta zona já era grande: entre 1957 e 1964, a linha de costa recuou 100 metros e em 1959 iniciou-se a construção do campo de esporões para a protecção da costa.

Na Quarteira, a ocupação mais acentuada começou a sentir-se nos anos 1970, década em que ocorreu a construção do primeiro aldeamento no Vale do Lobo. Até então, a Quarteira era uma grande quinta, e a sua praia era apenas ocupada por pescadores. Os veraneantes preferiam zonas como a Praia da Rocha ou Monte Gordo para passar as suas férias. Mas, com a abertura do aeroporto de Faro o cenário alterou-se e também a Quarteira começou a ser procurada para a prática balnear. Mais tarde chegaram os turistas estrangeiros.

Em 2011, a zona da Quarteira, que engloba Vilamoura e o Vale do Lobo, tinha 8.867 famílias. Nos últimos dez anos o número de alojamentos aumentou 213,1%, construindo-se em arribas e outras zonas de risco. Cerca de 68% das habitações são sazonais, sendo apenas 32% das casas de carácter permanente. É nesta zona algarvia que a população encara a erosão costeira como um risco elevado, com cerca de 99% dos inquiridos a indicarem este dado.

E como vão ser estas praias em 2100?

O projecto Change traçou ainda cenários sobre os previsíveis impactos das alterações climáticas na costa portuguesa, nomeadamente o aumento do nível médio do mar, potenciado pelo aquecimento global.

Partindo de uma base comum, foram elaborados mapas de vulnerabilidade para três cenários: 2025, 2050 e 2100 – sendo este último o cenário mais gravoso. Considerando apenas o nível da água do mar, sem olhar a outros factores, como a interacção das marés, a erosão, a interacção das ondas com o fundo oceânico e outros factores antropogénicos, em cenários de inundação da orla costeira, a Vagueira, a Caparica e Quarteira poderão ter, em 2100, quotas de inundação de 4,1 metros. Para 2025, as quotas de inundação para a Vagueira e Caparica serão, respectivamente, de 2,5 e 2,9 metros. No caso da Quarteira, os valores são de 2,7 e 3,0 metros para 2025 e 2050.

Não existe “uma única chave para o resolver o problema”

Actualmente, mais de 80 entidades têm competências na gestão da orla costeira, com municípios e freguesias excluídos. Na linha de costa vivem hoje populações muito diversificadas e unidas por um problema comum: a cada vez maior vulnerabilidade dos lugares costeiros onde instalaram as suas casas, investimentos e actividades.

Soluções? Segundo Luísa Schmidt, não existe “uma única chave para resolver o problema”. As soluções para o litoral lusitano têm estado bloqueadas, tanto pelo complexo sistema de gestão jurídico-político como pelas turbulências das dinâmicas sociais de ocupação. A importância dos valores económicos, principalmente do sector imobiliário, tem também dificultado a aplicação das soluções. A sobreposição de planos de várias escalas ao longo do tempo e durante ciclos legislativos curtos tem dificultado a integração de políticas e estratégias de longo prazo, bem como a definição de prioridades.

Foto:  frestivo / Creative Commons

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publicado às 16:49

BRASIL: 90% DO MATERIAL RECICLÁVEL É RECOLHIDO POR CATADORES QUE GANHAM MENOS DE €195/MÊS

por Mäyjo, em 11.04.15

Brasil: 90% do material reciclável é recolhido por catadores que ganham menos de €195/mês

Cerca de 600 mil brasileiros recolhem 90% do material reciclável recuperado, de acordo com dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), entidade que reúne empresas como a Coca-Cola, Unilever ou Gerdau.

Estes trabalhadores, que têm nas suas mãos o sucesso e futuro da reciclagem naquele país, recolhem a reciclagem das ruas das cidades ou das lixeiras do país, de acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

“A maior parte do trabalho de reciclagem é feita por eles. Os catadores desempenham um papel de imenso valor estratégico para a indústria, além de prestarem um importante serviço ambiental pelo qual são pouco valorizados”, explicou ao National Geographic Brasil Albino Rodrigues Alvarez, técnico de planeamento e pesquisa do Ipea.

Por “serviços ambientais pouco valorizados”, Albino Alvaraz pretende explica que cada catador leva para casa, por mês, menos de €195 (R$ 600). Ainda assim, estes trabalhadores foram reconhecidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) como importantes agentes para a execução dos processos de reciclagem.

Segundo o Ipea, só 10% dos catadores pertencem a cooperativas. Seria uma boa notícia que esta percentagem aumentasse, uma vez que o rendimento mensal de um catador de cooperativa poderá situar-se entre €260 (R$ 800) e €420 (R$ 1.300), valor máximo alcançado em São Paulo.

No Brasil, segundo a Cempre, em 2012, a facturação do mercado de triagem e recolha de recicláveis gerou R$ 712,3 milhões (€231 milhões), mas só R$ 56,4 milhões (18,4 milhões) – 8% do total – ficou com as cooperativas. O restante concentrou-se nas mãos dos atacadistas.

Uma forma de distribuir melhor esses recursos está a ser colocada em prática em São Paulo, em que algumas cooperativas, por não terem espaço para verticalizar ou incorporar outras cadeias ao processo, começaram a organizar-se em redes. É o caso da Cooper Glicério, de Bispo. “Além de criar uma capilaridade territorial na recolha selectiva, [isso] permite partilhar mais eficiente a tecnologia operacional, como prensas e esteiras de triagem, e da tecnologia social, como a organização do modelo de uma cooperativa melhor estruturada, que se torna um polo difusor”, explicou Mário Aquino, professor de administração e orientador de projectos da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo.

Apesar de é difícil que uma cidade recicle 100% do seu lixo, este é o objectivo para 2020 da cidade de São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos. A meta não parece inalcançável, já que, no momento, cerca de 83% dos resíduos sólidos são reaproveitados. Mas, segundo Kevin Drew, coordenador do programa de ambiente da cidade norte-americana, o Brasil tem uma grande vantagem para o conseguir rapidamente: os catadores.

“Se a experiência deles for aproveitada e mais bem remunerada pelo importantíssimo serviço ambiental que prestam, cidades como São Paulo podem reciclar 100% da fracção seca do lixo até antes de nós, [São Francisco”, explicou o responsável.

Foto:  Blog do Mílton Jung / Creative Commons

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publicado às 16:38

COMO OS SUBÚRBIOS ESTÃO A TENTAR IMPEDIR O ÊXODO DOS JOVENS ADULTOS PARA AS CIDADES

por Mäyjo, em 11.04.15

Como os subúrbios estão a tentar impedir o êxodo dos jovens adultos para as cidades

Há algumas décadas, os jovens norte-americanos na casa dos 20 e poucos anos saíam da casa dos pais, localizadas nos subúrbios das grandes cidades, para irem para a universidade ou procurar trabalho nos grandes centros urbanos. Contudo, depois de conseguirem alguma estabilidade financeira e constituírem família, acabavam por voltar para os subúrbios, onde a qualidade de vida tende a ser melhor e os preços das habitações mais atractivos.

No entanto, este padrão está a mudar. Os dados mais recentes indicam que os jovens adultos estão a optar por ficar nas grandes cidades, construindo lá as suas vidas, esquecendo completamente a possibilidade de uma vida suburbana.

Investigadores e políticos têm-se debruçado sobre a problemática e formularam algumas teorias que podem explicar o fenómeno. Um dos factores que pode explicar o abandono dos subúrbios é o preço das habitações, que são semelhantes aos preços das grandes cidades. Desta forma, com preços idênticos e com mais serviços à disposição, a vida nos grandes centros urbanos torna-se mais apetecível.

O facto de as grandes cidades possuírem boas redes de transporte, o que permite aos jovens adultos não terem carros próprios, é outro dos factores de atractividade das principais cidades. Também a existência de mais serviços, espaços comerciais, espaços de entretenimento e restauração tem um peso grande na hora de optar pela cidade ou pelo subúrbio.

A falta de estabilidade financeira e de emprego são também teorias que podem ajudar a explicar o abandono dos subúrbios. Sem emprego, os jovens optam por ficar mais tempo nas grandes cidades à procura de trabalho e também porque aqui as oportunidades são em maior número do que nas cidades mais pequenas.

O desemprego faz com que os jovens constituam família cada vez mais tarde. Consequentemente, a possibilidade de trocarem a grande cidade por uma cidade mais pequena vai também sendo adiada cada vez mais, refere o New York Times.

Porém, muitas cidades suburbanas – nomeadamente nas imediações das grandes capitais europeias e cidades norte-americanas – estão a tentar modernizar-se e tornar-se mais atractivos para os jovens adultos. Esta estratégia de revitalização passa pela construção de mais complexos residenciais com preços ou rendas mais em conta, de complexos de entretenimento, lojas, restaurantes e a melhorar os sistemas de transporte público, apostando na construção de ciclovias.

Ainda que seja impossível de comparar, a 100%, as duas realidades, a verdade é que acreditamos que o fenómeno poderá ser transponível para a realidade portuguesa. E o leitor, o que acha?

Foto:  Highways Agency / Creative Commons

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publicado às 16:19

COMO FICARIA O MAPA DO MUNDO SE AS CALOTAS POLARES DERRETESSEM?

por Mäyjo, em 11.04.15

O pior cenário do mundo

O nível médio do mar subiu cerca de 20 centímetros desde 1880 e os cientistas preveem que ele possa subir até 98 centímetros em 2100. Porém, há quem ainda não tenha uma noção exacta do que pode significar este fenómeno.

Para ajudar estas pessoas a perceberem o que está em jogo, o designer gráfico amador Martin Vargic, da Eslováquia, criou um mapa com pior cenário de sempre – e absolutamente inimaginável, na verdade. Vargic desenvolveu um mapa do mundo com uma subida do nível médio do mar na ordem dos 79 metros, o equivalente ao derretimento das calotas dos dois polos, Norte e Sul, que libertariam oito milhões de metros cúbicos de água para os oceanos globais.

À primeira vista, o cenário não parece muito diferente do que é hoje o mundo, mas um olhar mais atento permite perceber que metade do Reino Unido ficaria submerso (foto 2), incluindo cidades como Londres ou Leicester. Também Amesterdão e a Holanda desapareceriam, assim como cidades como Berlim, na Alemanha.

Nos Estados Unidos (fotos 3 e 7), grande parte da costa leste ficaria submersa, incluindo Miami, Nova Orleães e Washington. Grande parte da Austrália também desaparecia (foto 5), mas o País que seria, provavelmente, mais atingido com este fenómeno é o Brasil (foto 4), devido à explosão do Rio Amazonas.

Em Outubro, pesquisadores da Universidade do Havai explicaram que  a Terra caminhava para um futuro apocalíptico, no qual cidades como Nova Iorque e Londres se tornariam inabitáveis. Neste cenário, as cidades de Honolulu, Phoenix, San Diego e Orlando seriam as primeiras atingidas, em 2046.

Neste estudo, o rio Amazonas tornar-se-ia num mar, inundando grandes partes do Brasil. Terá sido esta a inspiração de Martin Vargic “Trabalhei muito neste mapa, recolhi todos os dados de vários relatórios”, explicou o autor. “Desenhei-o digitalmente à mão, com base em topografia recolhida na NASA”, continuou o responsável.

Portugal, curiosamente, não seria dos países mais atingidos por este cenário, mas parte da nossa costa ficaria submersa, sobretudo nas áreas perto do rio Tejo.

Nos mapas (ver galeria), as partes sem cor representam áreas que ficaram inundadas – a actual costa aparece a tracejado. Veja-o a nossa galeria.

 

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publicado às 16:11

AS ÚLTIMAS CASAS GEMINADAS DE BALTIMORE

por Mäyjo, em 11.04.15

Casas em vias de extinção

 

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publicado às 16:07

ALGUMAS DAS MAIS DESLUMBRANTES PAISAGENS DO PLANETA

por Mäyjo, em 11.04.15

A natureza que ainda está intacta

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publicado às 16:06

Mata Nacional das Dunas Litorais de Vila Real de Santo António em risco de ser amputada

por Mäyjo, em 11.04.15

A Mata Nacional das Dunas Litorais de Vila Real de Santo António corre o risco de ser amputada pela relocalização do Parque de Campismo de Monte Gordo no seu interior. A iniciativa da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António pretende apenas satisfazer os interesses imobiliários da autarquia algarvia, acusa a Quercus, que anuncia que vai fazer tudo para impedir esta nova ação de destruição dos valores naturais da região.

A Quercus vem demonstrar a sua preocupação e desagrado com a anunciada intenção de relocalizar o Parque de Campismo de Monte Gordo para poente, destruindo mais uma parcela significativa da Mata Nacional das Dunas Litorais de Vila Real de Santo António, com o único propósito de satisfazer negócios imobiliários do Município de Vila Real de Santo António e obter receita à custa da destruição dos valores naturais.

A Quercus tomou conhecimento da intenção anunciada pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António de alienar terrenos cedidos pelo Estado e de relocalizar o Parque de Campismo de Monte Gordo para o lado poente da vila, destruindo mais uma parte da Mata Nacional das Dunas Litorais e do Sítio de Importância Comunitária Ria Formosa / Castro Marim.  

A Mata Nacional das Dunas Litorais é uma das poucas áreas florestais públicas do Algarve, estendendo-se os seus 434 hectares ao longo da faixa dunar que vai do oeste de Vila Real de Santo António a oeste de Monte Gordo. É um ecossistema dunar de elevada importância onde se evidencia a presença de floresta de pinheiro-bravo e pinheiro-manso (habitat prioritário para a conservação na União Europeia) e de vegetação dunar composta pelo cordeiro-da-praia, cardo-marítimo, eruca-marítima, estorno e pelo tomilho-carnudo (um endemismo nacional). A inserção da Mata Nacional das Dunas Litorais na Rede Natura 2000 – Sítio de Importância Comunitária Ria Formosa / Castro Marim demonstra a importância deste local no contexto europeu.

Ciente da importância que a Mata Nacional das Dunas Litorais tem para a preservação do sistema dunar do Sotavento Algarvio e dos valores naturais em presença, a Quercus já pediu esclarecimentos ao Município de Vila Real de Santo António sobre o propósito de relocalizar o Parque de Campismo de Monte Gordo para o interior da área classificada e manifesta desde já que usará todos os meios ao seu alcance para impedir que, mais uma vez, o património do Estado Português seja alienado para satisfazer interesses imobiliários, numa região que tem excesso de oferta imobiliária e turística e que tem vindo a destruir de forma sistemática os seus valores naturais sem tenha sido salvaguardado o interesse público.

 

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publicado às 15:55

RESTAURANTE DE CHICAGO NÃO PRODUZ LIXO HÁ DOIS ANOS

por Mäyjo, em 11.04.15

Restaurante de Chicago não produz lixo há dois anos

Em Chicago, existe um dono de um restaurante que não esvazia os contentores do lixo há quase dois anos. Mas a explicação para o facto é simples: não existe nada que deitar para o lixo.

Quando abriu o Sandwich Me In, um espaço de refeições rápidas, Justin Vraney tinha já em mente o objectivo de se tornar num restaurante que produzisse 0% de lixo. Dois anos depois, o esforço persistente deste norte-americano vai ser contado numa curta-metragem.

Desde que abriu ao público, o Sandwich Me In produziu tanto lixo como qualquer outro restaurante do género produz em apenas uma hora. E, na realidade, a maior parte do lixo do restaurante nem é produzido pelo próprio espaço, mas sim pelos clientes que já entram com copos de plástico, papel ou sacos ou embalagens e desfazem-se do mesmo no interior do restaurante.

“Se consigo fazer isto com um restaurante de serviço rápido, espero que outros restaurantes consigam fazer o mesmo”, afirma Vraney ao Huffington Post. Para conseguir atingir a produção de 0% de lixo, o restaurante recorre a alternativas sustentáveis. A comida vem das quintas locais com embaladas com o mínimo de plástico ou papel e todos os resíduos produzidos pelo restaurante – desde restos de comida a óleo de fritar – é reutilizado ou reaproveitado. “Pratico os cinco ‘R’”, indica o proprietário do restaurante, referindo-se à redução, reutilização, reciclagem, aos quais adiciona a “rejeição” e “reaproveitamento”.

Mas não é só o restaurante que é  gerido desta forma ecológica. Também a casa de Vraney produz quase 0% de resíduos. E é prol dos filhos que este norte-americano se diz esforçar para reduzir o impacto ambiental. “Tenho filhos, e eles não vão ter a possibilidade de viver da maneira que eu vivi”, referindo-se aos impactos produzidos pelas alterações climáticas.

Em relação à comida que sobra e aos restos deixados pelos clientes, Vraney oferece-os aos agricultores das quintas com que trabalha para alimentar os animais.

Quanto ao lixo que não é possível reciclar nem reutilizar, um artista plástico que faz esculturas a partir de resíduos abordou recentemente o restaurante no sentido de ficar com os desperdícios. Assim, nada acaba no lixo.

Siga o Sandwich Me In no Facebook. Na foto que ilustra este artigo encontra-se todo o lixo produzido pelo restaurante no último ano.

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publicado às 15:46

LAGO NORTE-AMERICANO APARECE COM 3.000 PEIXINHOS-DOURADOS

por Mäyjo, em 11.04.15

Como destruir um habitat

Há cerca de 3.000 peixinhos-dourados a nadar num lago de Boulder, no estado norte-americano do Colorado, o que está a preocupar as autoridades norte-americanas, que acreditam que alguém terá atirado entre quatro a cinco peixes de aquário para o lago, há uns anos.

Segundo a cadeia televisiva ABC, os peixes reproduziram-se de forma massiva e agora dominam o lago, o que coloca em causa as espécies nativas. “Os peixinhos-dourados não são uma espécie nativa e são muito prejudiciais ao ecossistema aquático”, explicou Kristin Cannon, directora de vida selvagem de Boulder. “Queremos encorajar o público a não atirar os peixes não desejados para as nossas águas. É ilegal e prejudica o ambiente”, acrescentou.

Esta situação não é nova nem rara: as pessoas não sabem o quão perigoso é introduzir novas espécies num ambiente. As espécies invasoras podem espalhar doenças e ameaçam as plantas e animais nativos.

De acordo com o USA Today, existem duas soluções para resolver o problema: drenar o lago e restituir as suas espécies nativas ou trazer um barco especial, com electrochoque, para atordoar os peixes. Inconscientes, os peixinhos-dourados podem ser recolhidos e utilizados como alimento para répteis.

Esta não é a primeira vez que o Colorado lida com uma situação idêntica. Em 2012, responsáveis do estado retiraram 2.000 carpas koi do lago Thunderbird, em Boulder. Os mexilhões-zebra, não nativas, também ameaçam o bioma.

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publicado às 15:35

Visto de cima

por Mäyjo, em 11.04.15

Grimaud, France.jpg

Port Grimaud

Grimaud, France

43°16′20″N 6°34′49″E

 

Port Grimaud é uma cidade do litoral, localizada na Riviera Francesa, no Golfo de Saint Tropez. O desenvolvimento desta localidade baseia-se em casas de estilo "Pescador" francês  construídas em cima de canais, à maneira de Veneza.

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publicado às 15:03

CHINA QUER CONSTRUIR TÚNEL FERROVIÁRIO NO MONTE EVERESTE

por Mäyjo, em 11.04.15

A China é o país mais complexo do mundo. Quer uma prova? As notícias sobre este país proliferam; é possivel encontrar uma média de 10 notícias por mês e uma notícia de três em três dias – e isso acontece porque o país é enorme, tem um poderio económico inacreditável mas, também, porque é difícil saber o que por lá se passa.

Muitas destas notícias estão relacionadas com a poluição extrema, a construção de cidades fantasma ou infra-estruturas megalómanas. Outras são apenas intenções como é o caso da que pode ser lida em baixo que informa que a China está a ponderar expandir a linha Qinghai-Tibete até à Índia, através do Nepal, o que a levará a construir um túnel ferroviário no Monte Evereste.

A notícia foi publicada por jornais online como o Quartz ou o conceituado britânico Guardian e, na verdade, não surpreende. É mais uma notícia que nos remete para a ambição chinesa em testar o impossível e alcançar o inesperado.

A ser verdade, porém, será uma péssima notícia para a sustentabilidade. Escavar um túnel pelo Evereste é a última coisa que a humanidade precisa, mais ainda quando, pelo que se lê na imprensa, o maior objetivo deste túnel será isolar economicamente a Índia, reforçando a influência chinesa com os seus países vizinhos. Será mentira atrasada de 1 de Abril?

evereste_SAPO

A China quer completar, nos próximos cinco anos, uma ligação ferroviária entre o Tibete e o Nepal, uma operação para expandir a linha Qinghai-Tibete até à Índia e que teria de passar debaixo do Monte Evereste.

Segundo o jornal China Daily, citado pelo Quartz ou Guardian, a expansão da linha ferroviária pretende aumentar as trocas comerciais entre a China e a Índia, duas superpotências, e terá sido feita “a pedido do Nepal”. O túnel poderá estar concluído em 2020 e, caso a linha seja mesmo construída, o comboio nunca poderia exceder os 120 km/h.

Em Dezembro, o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, visitou Katmandu e, de acordo com informações nepalesas, confirmou a intenção de expandir a linha. “Provavelmente, ela terá de passar por Qomolangma, pelo que os trabalhadores terão de escavar túneis muito longos”, explicou o especialista Wang Mensghu ao diário chinês.

Há muito que a China tem uma relação especial com o Nepal, tendo sido responsável por dezenas de infra-estruturas do país. Para além de construir estradas, o gigante asiático investiu milhões em barragens e telecomunicações.

Nos últimos tempos, a China tem reforçado laços económicos com Paquistão, Sri Lanka, Maldivas e Nepal, numa estratégia que, segundo responsáveis indianos, pretenderá isolar economicamente o país.

Foto: xiquinhosilva / Creative Commons

 

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publicado às 14:48


Este blog disponibiliza informação com utilidade para quem se interessa por Geografia. Pode também ajudar alunos que por vezes andam por aí desesperados em vésperas de teste, e não só, sem saber o que fazer...

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